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Em tons rosa: camisola e casaco

A camisola que hoje consegui fotografar foi feita no verão de 2023 e (tal como outras que povoam o meu armário) ainda não a tinha mostrado aqui.
Seguindo o modelo Cedar, tricotei a peça com fio Ciranda, Rosários 4 e agulhas de 3 mm... já fiz tanta coisa, de lá até aqui, que não me lembro de mais nenhum pormenor de interesse. Lembro-me que o trabalho foi cativante, a receita simples e o fio muito agradável de tecer.

Meia-estação

É nesta altura do ano que mais preciso de camisolas amenas, quer dizer, nem muito quentes, nem muito frias. Por isso, hoje, esta veio mesmo a calhar! 
Chama-se "Marble Mount" e foi tricotada com agulhas de 3 mm (2,5 mm nos revesilhos). Usei fio Flowers - Yarnart, uma mistura macia de algodão com acrílico que resultou numa peça leve, confortável e temperada. 
O único senão foi o tempo que demorei a tricotá-la por causa das agulhas finas e por causa da sequência dos tons. Tive de cortar o fio várias vezes e de contar as voltinhas todas para coordenar as mangas com o corpo. As mangas ficaram propositadamente mais curtas, porque achei mais adequado ao tipo de peça e porque estava farta de andar à roda...
Não sei se já repararam, sou fã de castanho, mas não é por isso que tenho uma gatinha castanha (foi só coincidência) e pronto, a Tita também aparece no "desfile" a pedido de algumas "gateiras"! :)

Casaco masculino

Dando continuidade ao post anterior, venho mostrar o casaco tricotado com fios comprados numa convidativa promoção da Drops. Juntei os verdes Fiesta e Kid Silk, agulhas de 4,5 mm, e num par de semanas fiz o casaco - "Eva Cardigan" - cujo modelo muito agradou ao presenteado/marido. Diz que é prático, quente, macio, assenta bem... e é verde! (Clubismo à parte, toda a gente gosta de verde, ou não?) :)

Tricotar e mostrar

Acho que já, aqui, disse que é muito mais fácil tricotar do que tirar fotografias... estas, só quando há disposição e tempo (o dos relógios e o atmosférico). O atmosférico, de tão incerto, (diga-se, frio) permitiu-me vestir a camisola recém tricotada (que esperava estrear no próximo inverno) e por isso aproveitei para tirar algumas fotos.
O modelo chamado "Olga sweater" pressupunha riscas na peça inteira, mas como não tinha fio claro suficiente, só fiz riscas no corpo e um apontamentozinho no punho.
Nas riscas escuras usei fio castanho Drops Fiesta e nas claras Drops Kid Silk que juntei a um fio para meias da Buttinette (comprado há muito tempo). Graças a esta junção, não me senti tão consumista por ter cedido à tentação de aproveitar uma mega promoção dos fios da Drops para fazer a camisola de hoje e um casaco para o meu marido: vou já tratar das fotos! :)

É a última!

Sempre que faço uma camisola, minto digo para mim mesma que é a última.
Depois sobram fios e compro mais para juntar a esses fios, depois as designers colocam modelos novos "no mercado", depois é o vício, depois só sei usar peças feitas por mim, e depois... é isto!
Assim, a camisola que hoje trago surgiu da necessidade de gastar o fio bordeaux que andava no saco das lãs a cirandar. Juntei-lhe o fio clarinho salpicado, 3 meadas de lã merino, e com um par de agulhas de 3.5 mm, tempo e determinação, nasceu a Stonecrop, design da Andrea Mowry.
Uso-a muitas vezes com saia de peito, mas é com calças que dela se extrai a verdadeira beleza. Foi trabalhosa, um bocadinho fastidiosa e cansativa por causa da troca das cores (principalmente nas mangas), mas gosto muito da camisola, que cumpre na perfeição o propósito de aquecer sem abafar, perfeita para esta meia-estação.

Casaco e camisola

Nem sempre me lembro de fazer registos das peças em projeto - seja com fotos, seja com rabiscos e rascunhos que depois passo a limpo - que me dão muito jeito na confeção de trabalhos similares. Do casaco e da camisola que hoje mostro, apenas me lembro do nome dos modelos e dos fios utilizados. Com tão pouca informação, hesitei publicá-los, mas... porque não?
Hack it jacket, o casaco, tricotado com fio Alpaca da Tricots Brancal e Ingrid sweater, a camisola, tricotada com Regia Premium, merino e yak.
Gosto muito do casaco, ficou no ajuste pretendido e uso-o com muita frequência, seja por cima de camisolas finas, seja por cima de camisas e de vestidos. A camisola, apesar de gostar muito do modelo e do colorido, podia ter ficado com um pouco mais de folga. Vejo-me a puxá-la para baixo cada vez que me levanto...

Um modelo, dois casacos

O ano passado, por esta altura, a senhora simpática e prestável dona da loja de lãs, Milfios, pediu-me que fizesse um casaco para uma das suas clientes. Apesar do receio, acabei por aceitar por insistência da mesma. 
Experimentei tricotar com mistura de Merino Land e Aurora, da Rosários 4 (fios e cor escolhidos pela dona do casaco) e agulhas de 3,75 mm. Fiquei fã da leveza, da delicadeza e da suavidade dos fios! 
Ainda não conheci a dona, nem sei se o casaco lhe serviu (penso que sim, pois segui as medidas apresentadas). Soube, no entanto, que a senhora gostou e que ficou muito agradecida. 
Para ficar com algum registo, tirei fotos do projeto e do resultado final (não é o meu tamanho, daí a folga visível).
Nessa altura, o meu marido mostrou vontade de ter um casaco parecido, mas não me apeteceu repetir a "proeza". Este ano ganhei coragem e, com ligeiras adaptações (alongamento dos ombros e do corpo), fiz-lhe o casaco. Usei fio Monchique, numa cor acastanhada e agulhas de 4,5 mm. 
Diz que é muito quente, confortável, leve e macio e que não se vai cansar de o "passear"! 

"Lyon Sweater"

Tenho optado por não esperar pelo "momento certo" com a "luz adequada" para fotografar as peças (de preferência no exterior) e, antes que me dê a preguiça, aproveito o que visto e tiro meia dúzia de fotos. Toda a gente sabe que isto não é, nem pretende ser, um blog sobre fotografia e por isso prefiro deixar o registo em modo caseiro, sem qualquer pretensão a não ser aquela que serve única e exclusivamente o propósito deste cantinho: mostrar o que tenho feito!
O modelo da camisola que hoje vesti chama-se "Lyon" e fi-la com fio verde "Alpaca", uma mistura de merino e alpaca. Aproveitei uma mega promoção dos fios da Tricots Brancal que, infelizmente, fechou portas em Leiria. 
Usei agulhas de 5 mm e fiz o tamanho mais pequeno. As riscas são sobras que não chegaram para encher o corpo (como prevê a receita), mas não deixaram de dar graça à camisola.
É uma peça de tricô fácil e acessível que cresce rapidamente. Tem alguns pormenores interessantes e desafiantes q.b. (refiro-me aos aumentos do decote e dos ombros) que ajudam a manter a motivação de uma tricotadeira experiente.

"Sorcha Dress"

Enquanto me empenhava no tricotar de camisolas, casacos, meias...  deparei-me com este vestido. Quis logo fazê-lo, mas do querer ao fazer vai uma grande distância.
Nunca tinha feito nenhum vestido, sentia curiosidade, mas também receio, pois não queria perder tempo com um mono. Por causa da insegurança e da falta de coragem, a peça marinou um bom par de anos.
Quando, no ano passado, me decidi, encomendei o fio, Felted Tweed da Rowan, e deitei mãos à obra: segui a receita a preceito para o tamanho S, com agulhas 3.75 mm. Não arrisquei em cores diferentes (usei as do modelo), nem inventei meios números. Só alterei o comprimento das mangas e aumentei um pouco a altura. 
Estou satisfeita com o resultado, no entanto...
- Não gosto muito da gola, não assenta tão bem quando se tem uma peça por cima (um casaco, por exemplo);
- Podia ter tricotado o tamanho M para ficar com alguma folga (não posso "engrossar" nadinha!).
Apesar disso, acho que valeu a pena, é um vestido leve, alegre, quente e confortável que não ganha pregas nem foles, mantendo-se estruturado do início ao fim do dia!

"Arboreal"

A camisola que se segue, cujo modelo se chama Arboreal, foi tricotada com agulhas de 3,75 mm e com 1 (apenas!) novelo Yarnart -  Flowers Alpaca, comprado numa loja do comércio local, Milfios - Leiria. 
Tinha muita curiosidade por saber como é que este fio se comportava em camisolas, já que é vulgarmente utilizado em xailes. Do novelo, usei a parte escura para as folhas do "yoke" e o restante dividi pelo corpo e pelas mangas. 
Esquecendo o trabalho de cortar e de emendar fios para que as riscas ficassem mais ou menos do mesmo tamanho, o trabalho flui com leveza e prazer, já que o fio é mesmo suave.
Gosto muito desta peça, leve, macia e suficientemente quente para o tempo ameno. Terminei-a no outono e tenho-a usado muitas vezes. Até hoje (dia do desfile) não ganhou um borboto!

Resumir 2024

Tenho pena de ter passado o ano inteirinho de 2024 sem uma única publicação. Com este pesar de consciência, com muitas saudades e com os carinhos de amigas que dizem sentir falta das minhas publicações, volto a este cantinho.
Em primeiro lugar deixo a imagem que melhor define e resume o ano de 2024: Tita, uma gatinha de rua, tem agora um lar e uma vida digna, recheada de cuidados, de conforto e de muito amor!

Falarei desta camisola noutro post :)

Do inverno...

Não tenho andado por aqui, não tenho publicado nem visitado blogs... sou absorvida pelo trabalho que aumenta a cada dia que passa e... muito teria que desabafar, mas... não vale a pena. Não vos quero maçar, antes dizer que venho mostrar mais umas pecinhas terminadas e muito usadas, no inverno. 

A primeira camisola foi feita com aproveitamento de fios. Tive de comprar a cor tijolo para completar o trabalho. É a 2ª vez que tricoto este modelo - Feel the Bern - do qual gosto muito por ser de fácil execução e por possibilitar o uso/gasto de vários retalhos.

Camisolas "Tentação"

Um dos objetivos do meu tricotar é usar o que tricoto, outro, é deixar de comprar peças, principalmente de malha, outro ainda é gastar fios que tenho. Estou a cumprir! Quer dizer, mais ou menos...
Quando me disponho a comprar fios para completarem os que tenho para fazer determinada peça e quando essa compra é online (como quase sempre), tenho a tentação de comprar mais qualquer coisa (fios, pois!) para ter direito aos portes grátis. Todos sabemos que não há almoços de graça, mas a ideia ingénua de acreditar que algo vai ser de graça agrada-me e, por isso, cedo.

A camisola rosa/laranja foi feita com 3 novelos de 100 g cada, de fio para meias. O rosa, Super Soxx, era um novelo desirmanado que comprei há anos na Buttinette e o laranja, Admiral Ombré, foi comprado na Meraki, para completar uma encomenda (lá está, sem objetivo definido). Quando aproximei os novelos laranja do rosa, os meus olhos sorriram. Não segui nenhuma receita, baseei-me nas camisolas que já tinha feito e adaptei um ponto texturado (copiado do "yoke" da camisola que vem a seguir) para a parte inferior. 

Camisolas Soldotna I e II

Achava eu que, com esta camisola, poderia aproveitar muitos restos (ainda que tivesse vontade de comprar fios nas cores originais...).
A primeira, em tons de rosa e verde, fi-la com grande entusiasmo porque me agradava a combinação do verde com o beringela. Com dois novelos rosa claro, Marialva, Rosários 4 (que gastei inteirinhos) foi delicioso levar este projeto a caminho. 
Apesar de não me agradar a ideia de tricotar mais do que um projeto do mesmo modelo, senti-me impelida a continuar no desbaste dos retalhos e, quase num abrir e fechar de olhos, tricotei a segunda em tons de azul e castanho. Neste caso, apenas comprei o fio azul claro, 4 novelitos TEC, Rosários 4, que gastei todinho (é uma alegria quando não ficam sobras!).

Quase 10

Faz hoje 9 anos que iniciei esta aventura de ter um blog. 
Apesar dos avanços e recuos, não queria deixar passar a data em branco. Tenho recebido muitas mensagens de carinho, amigas/os, seguidoras/es que querem saber de mim ou que continuam curiosas/os por saber o que anda nas minhas agulhas. 
A todas/os agradeço as atenções, os carinhos, as lembranças, a amizade... bem-haja! 
Retribuo os mimos com um breve desfile das pecinhas de tricô que alumiam e aquecem os meus dias.

Começo com o casaco Elah - tricotado com fio Monchique, Rosários 4, com agulhas de 4,5 mm, embora a marca sugira agulhas de 6-7 mm. Foi uma novidade e uma agradável surpresa tecer com este fio: super leve, macio, quente e muito rentável (só gastei 6 novelos de 50 g). Optei pelo tamanho S porque me sinto mais confortável com peças justas. Tenho frio se forem muito largas.

Riscas em modo caseiro

Porque o tempo está instável e a vontade de mostrar obra feita se instalou, é mesmo dentro de casa que fotografo duas camisolas tricotadas.

A Tshirt Ary, projeto elaborado pela Marta (Pelo d'Arame) e pelo André (Loft das Mantas), encantou-me assim que a vi, embora não me tenha agradado a ideia de comprar 700 g do fio recomendado, 100 g de cada cor. Sabendo de antemão que me iria sobrar pelo menos metade dos novelos, optei por usar um algodão mais grosso, o For Nature, Rosários 4, e com menos de 350 g fiz a festa. Claro que tive de adaptar a receita, do tamanho S devo ter conseguido um XS, caso contrário teria um "pancho" em vez de uma camisola.

Da primavera...

 ... trago duas camisolas que usei muito, principalmente nos dias soalheiros, ventosos e ainda frescos, quando já não nos apetece andar de casaco atrás.

Jupiter Crop foi tricotada com lã Tec da Rosários 4, para aproveitamento de fios. A receita foi-me oferecida na altura em que saiu o modelo e fiquei cheia de vontade (para não variar) de lhe pegar. Como tinha outros trabalhos em mãos, ficou em lista de espera (cada vez maior)
Não gosto de acumular demasiados fios e muito menos me agradam os restos (só estou bem quando dou conta deles). Foi por isso com agrado que percebi que, se comprasse duas cores - azul e tijolo - para juntar às sobras da camisola "Feel the Bern" - cru, castanho escuro e bege - teria lã suficiente para elaborar o projeto com uma combinação simpática, bem ao meu gosto. Assim foi!

Dom Pancho II e companhia

Apesar da conjuntura mundial não ser animadora - não me é indiferente o que se está a passar -  de lamentar e de sentir tristeza, obrigo-me a atualizar este cantinho na tentativa de abrir o sorriso aos meus dias. 
Ainda não deixei de tricotar, embora tenha algumas costuras em projeto, são as peças de tricô as atuais meninas dos meus olhos.
O D. Pancho II vem no seguimento do D. Pancho I que tricotei há anos e que mostrei aqui.
A receita e as lãs são as mesmas, só alterei as cores e o tamanho. Desta vez fiz um "pancho" maior para cobrir todo o tronco.

Ai o vício!

Eu sabia que quando o bichinho do tricô se instalasse seria a minha desgraça (qualquer vício por ser vício é sempre ruim, não é?) e quem as paga é este cantinho. 
Sabia que entre sair para fotografar uma peça com o mínimo de preceito e ficar alapadinha... escolheria ficar alapadinha a tricotar. Assim foi, assim tem sido. 
Contrariando esta tendência e para não deixar o blog ao abandono,  lá me decidi a vestir uma saia à pressa que não destoasse demais com as peças a mostrar. Aproveitei o sol e o calor, e num cantinho da zona onde moro, "desfilei" as mais recentes produções. 
O casaco Felix foi tricotado com fio Regia premium alpaca e agulhas de 4 mm. Fio esse comprado para outro projeto que ficou em águas de bacalhau. Gostei tanto da macieza e da delicadeza da lã que rapidamente lhe dei novo destino. Aprecio a simplicidade do casaco, dos botões a lembrar amêndoas da Páscoa e do pormenor rendado do "raglan". Além disso a rapidez com que se tricota torna este projeto ainda mais cobiçoso e apetecível!

1, 2, 3... tricô, outra vez!

Começo o ano novo com um desfile caseiro das minhas últimas produções. Quando não se pode lá fora, experimenta-se cá dentro!
O casaco Winterfell tricotado entre o Natal e o Ano Novo e o colete Stockholm tricotado entre o dia dois e o dia sete. 
Para o casaco usei fio Drops Karisma e gastei 8 novelos, com agulhas de 4,5 mm, no tamanho mais pequeno. Como achei graça ao modelo e queria um casaco simples, só tive de adaptar as medidas à espessura do fio. 
Projeto de rápida execução e de grande satisfação!