Dona Ferrugenta

Ao telefone:
- Já viste as minhas camisolas no Bordalinhas?
- Ainda não... espera aí que já vou ver. Oh... que lindas... gosto de todas!
- A mais fácil é a última, a "Relâmpago", não queres fazer?
- Oh, agora estou sem tempo, no verão sabes como é... podias fazer-me uma tu e podia ser igual a essa.
- Fazer até fazia, mas não tenho fio e para mandar vir... demora muito.
- Não há problema, eu mando-to daqui!

E pronto, quem é que resistia a um pedido de irmã? 

Ela é um pouco mais alta e mais cheiinha, por isso em mim, mesmo por cima de um vestido, a camisola fica um pouco grande. Batizei-a de Dona Ferrugenta, devido à cor de ferrugem, o tom escolhido. Desconfio que lhe vai ficar muito bem!

Com um toque de vermelho...

Ao tecido dos elefantes, mesmo à mão de gastar, resolvi misturar tons de vermelho para fugir às cores que sugeria. Apesar do receio de perder a harmonia das composições, optei por aplicar a fita dos patinhos e os botões vermelhos - nas mochilas -  e a grega - na bolsa - para darem "aquele" toque de cor e usar o que tinha em stock.

Camisola Relâmpago

Chamei-lhe Relâmpago por ser uma camisola vistosa e simples que se faz num instante. Com fio de algodão - Lisboa, Rosários 4 - e agulhas de 4 mm, foi um "a ver se te avias". Em meia dúzia de dias ficou pronta. 
Pior, foi esperar por um dia de luz para a mostrar. Hoje (finalmente!) as nuvens dissiparam-se e nós fomos "numa corrida" até ao monte do Santuário de N.ª Sr.ª da Encarnação desfilar a bendita!

E fez-se luz!

Mas por pouco... a ver pelo dia de hoje: céu completamente forrado. 
O céu azul e o dia luminoso, que esteve ontem, deram para "desfilar" a última camisola tricotada. 
Fiquei encantada o modelo assim que o vi! Por sorte, a receita estava com 50% de desconto e eu aproveitei a pechincha. 
No desenrolar do projeto o encantamento ficou-se pelo meio. O trabalhão dos pontos fantasia e a constante preocupação para não me enganar fizeram com que se instalasse uma certa angústia e algum desânimo. Mas, como não sou cachopa para deixar as coisas a meio, em vez de desistir, tentei acelerar ao máximo para terminar o "calvário". 
Usei fio de algodão (imagem no fim) que comprei na Ovelha Negra e agulhas circulares de 4 mm. Este fio tem um cativante toque sedoso e um ligeiro brilho, deixando o ponto lindo e muito bem definido.
Termino referindo que o conforto, a beleza e a delicadeza da obra acabada já me fizeram esquecer os "sacrifícios". Além disso, deitaram por terra a perceção (errada, claro) que tinha sobre o uso de camisolas tricotadas à mão: achava que só ficavam bem com gangas.

Só para o pão

Na tentativa de reduzir, ainda mais, a minha pegada ecológica, fiz uma bolsa só para o pão. Agora trago o pão dentro da bolsa escusando o saco de papel. Perguntar-me-ão pela "tara". A senhora da padaria pesa a bolsa antes de a encher e faz o devido desconto...
Voltando à bolsa, não queria que fosse apenas de retalhos, queria que tivesse um pormenorzinho bordado. Numa breve busca, encontrei este desenho (da minha designer favorita!) que correspondia exatamente ao que pretendia: pequeno, de formato quadrangular e com cores próximas dos tecidos escolhidos.
Pronto, agulhas de tricô no descanso, e toca a dar uso às agulhas de bordar e às da máquina de costura. Tinha tantas saudades!

Fui ao jardim...

Apesar do vento gelado da tarde, fui ao novo jardim passear a "minha mai nova". Brrrrrrr...
É uma camisola para os dias quentes - despedi-me dos fios de inverno, mas saudei os de verão - tricotada com algodão Lisboa da Rosários 4 e com agulhas de 4 mm.
Fi-la em 15 dias! É uma peça simples, divertida, com uma construção original - começa pelos ombros - e está muito bem explicada, como todas as outras da Isabell Kraemer. 
É um modelo solto, para o largo, mas eu ajustei-o um pouco, para não parecer um saiote. Quero que a cachopa que a vai usar - não é para mim - fique elegante e não um balãozito. Sei que ela não se importa e por isso o primeiro desfile é meu!