Despachar o verão

Tinha dois novelos de um fio matizado que queria gastar: sobras de uma camisola que fiz em 2014. Se quero deixar de comprar camisolas, também quero deixar de comprar fios quando me posso governar com o que tenho em casa. E se há coisa que mexe com os meus nervos, são os monos!
Quando me deparei com este modelo, não hesitei: comprei de imediato a receita e deitei mãos aos fios e às agulhas. Gastei os dois novelos inteirinhos e ainda um retalho cor de tijolo de outra camisola que tinha feito no verão de 2019 (uma tal de Dona Ferrugenta para a minha irmã).
Como é um modelo muito simples, fi-lo num instante, mas soube-me a pouco.
Achei que poderia gastar mais restos e de seguida fiz outra camisola em azul marinho e pérola. Bem, o pérola era realmente retalho, mas o azul... comprei só 4 novelitos na Meraki, loja que conheci fisicamente (e que adorei!) numa ida a Coimbra. Apesar de ser uma compra, foi uma compra modesta, não foi? 
E a melhor notícia: não ficou restinho nenhum, nem do azul nem do pérola!
Despachei assim os tricôs de verão com duas divertidas camisolas (a azul acabei-a ontem, está a bloquear, não reparem nas molas) e com três monos a menos no meu saco dos algodões.

Arrumar os dias

Não tem sido fácil arrumar os dias de trabalho: começos e fins de ano e/ou de períodos escolares são desgastantes, diria caóticos. Estes dias de imprevisto em que a única certeza são as cargas burocráticas tiram-me o sossego e o descanso. Valha-me o santo fim de semana para me trazer alguma tranquilidade e tempo de vir até aqui. 
Passemos, então, ao que interessa!

Uma amiga pediu-me que lhe fizesse uma mochilinha de retalhos em tons escuros. 
Não me foi possível arranjar pedacinhos só escuros, pelo que, recorrendo ao que por aqui tinha, misturei outros pedacinhos de tons clareados. Sem aclarar demasiado a peça, esta pitadazinha de luz harmonizou, a meu ver, o conjunto. 
Não sei se correspondi ao seu desejo, saberei para a semana, mas apesar dos tons não serem os que eu mais aprecio (gosto de cores bem mais alegres), não me importaria nada de usar este acessório. 
Esclareço: quando me pedem um trabalho deixo as pessoas à vontade, se não gostarem não têm de ficar com a peça.

Camisola em verde-água

Não estava nos meus planos tricotar uma camisola em verde-água. Queria em amarelo.
Depois de feita a compra, online, ligaram-me a informar que não tinham todos os novelos pretendidos do mesmo lote, mas que daí a uma semana o problema ficava resolvido.
Esperei cerca de 3 semanas e nada de fio amarelo.
Desisti, pedindo que me enviassem outra cor. Dentro da oferta reduzida escolhi verde.
Já tinha o modelo, Kevat, que me pareceu simples e interessante na mistura de pontos rendados (que adoro) e de "fair isle".
Em relação às instruções da receita, aumentei um pouco o corpo e as mangas e não tricotei os borbotos, por achar que ficava um trabalho pesado. A peça está prevista para fio de lã e eu usei fio de algodão.
Tricotei o tamanho menor, com agulhas de 3,75 mm, e dos 6 novelos sobraram-me 40 gr.
E já agora, o fio é maravilhooooso de trabalhar e a peça uma delícia de usar!

Meias de verão

Como sou friorenta e as temperaturas continuam baixas amenas, não deixo de usar meias em casa. Adoro o  conforto que a textura do algodão me dá e, mal começa o verão, troco a lã por aquele e... é por isso que tenho sempre meias nas agulhas. 
Os fios que usei nos seis primeiros pares são uma delícia para os pés e um prazer para as mãos, pois a sua composição não podia ser mais delicada e macia (algodão com poliamida e poliéster). 
Segue-se o desfile, um par de cada, tricotado com fio Regia Cotton, à exceção dos dois últimos pares, em que usei fio Katia Bombay.

Aproveito ainda para mostrar os sorrisos fios acabados de receber para aumentar e partilhar o stock das meias de verão. Vou fazer para os meninos da casa que depois de experimentarem não param de perguntar: essas meias são para mim?

Bolsas/mochilas

A pedido de uma amiga e aproveitando um quadro que a mesma bordou, fiz uma mochilinha. 
Pelos olhos brilhantes e pelo sorriso que adivinhei por trás da máscara, posso comprovar que a cachopa gostou muito do resultado.
Emoldurei o quadro com tecido dourado a conjugar com as cores do bordado e a lembrar o outono (tema do bordado). Na parte de trás fiz uma pequena composição com retalhos para colorir o azul escuro do tecido principal e (mais uma vez) para lembrar as cores do quadro.
Deixo-vos as fotos em jeito de recordação e de saudade e, quem sabe, de inspiração apelativa da utilidade que o ponto cruz pode ter.

Açucena

Nada melhor para retomar os posts deste adormecido cantinho do que começar com nome de flor. Curiosamente é o nome da mais recente peça terminada, o casaco Açucena, modelo da designer portuguesa Filipa Carneiro. 
Tricotei o tamanho S, com agulhas de 3.5 mm, no fio indicado, Abraço da Rosários 4, que mandei vir da Ovelha Negra. Os restantes apontamentos de cor (pérola e bege escuro) são restos que sobraram de outras peças. O pretexto para ter escolhido bege como cor principal tem a ver com o aproveitamento que queria fazer dos restantes fios e por achar que um casaco nessa cor combina com tudo!
Apesar de ter seguido as instruções, alterei o tamanho das mangas, sou friorenta e acho que vou tirar mais partido da peça, principalmente nos dias ventosos (como se pode ver nas fotos).
Resta-me acrescentar que além de ter ficado encantada com o resultado final, o pormenor da gola (quem não usou na década de 80 por cima da mais simples blusinha?) foi o que me levou a tricotar este casaco. No entanto, foi um trabalho tão cansativo e moroso, com pormenores elaborados (os  revesilhos foram um quebra-cabeças), que não me deixou saudades nem vontade de repetir a experiência.