Dom Pancho II e companhia

Apesar da conjuntura mundial não ser animadora - não me é indiferente o que se está a passar -  de lamentar e de sentir tristeza, obrigo-me a atualizar este cantinho na tentativa de abrir o sorriso aos meus dias. 
Ainda não deixei de tricotar, embora tenha algumas costuras em projeto, são as peças de tricô as atuais meninas dos meus olhos.
O D. Pancho II vem no seguimento do D. Pancho I que tricotei há anos e que mostrei aqui.
A receita e as lãs são as mesmas, só alterei as cores e o tamanho. Desta vez fiz um "pancho" maior para cobrir todo o tronco.

Ai o vício!

Eu sabia que quando o bichinho do tricô se instalasse seria a minha desgraça (qualquer vício por ser vício é sempre ruim, não é?) e quem as paga é este cantinho. 
Sabia que entre sair para fotografar uma peça com o mínimo de preceito e ficar alapadinha... escolheria ficar alapadinha a tricotar. Assim foi, assim tem sido. 
Contrariando esta tendência e para não deixar o blog ao abandono,  lá me decidi a vestir uma saia à pressa que não destoasse demais com as peças a mostrar. Aproveitei o sol e o calor, e num cantinho da zona onde moro, "desfilei" as mais recentes produções. 
O casaco Felix foi tricotado com fio Regia premium alpaca e agulhas de 4 mm. Fio esse comprado para outro projeto que ficou em águas de bacalhau. Gostei tanto da macieza e da delicadeza da lã que rapidamente lhe dei novo destino. Aprecio a simplicidade do casaco, dos botões a lembrar amêndoas da Páscoa e do pormenor rendado do "raglan". Além disso a rapidez com que se tricota torna este projeto ainda mais cobiçoso e apetecível!

1, 2, 3... tricô, outra vez!

Começo o ano novo com um desfile caseiro das minhas últimas produções. Quando não se pode lá fora, experimenta-se cá dentro!
O casaco Winterfell tricotado entre o Natal e o Ano Novo e o colete Stockholm tricotado entre o dia dois e o dia sete. 
Para o casaco usei fio Drops Karisma e gastei 8 novelos, com agulhas de 4,5 mm, no tamanho mais pequeno. Como achei graça ao modelo e queria um casaco simples, só tive de adaptar as medidas à espessura do fio. 
Projeto de rápida execução e de grande satisfação!

Casaco de andar por casa

Aproveitei uma nesga de sol para fotografar o meu "mais novo". 
Trata-se de um casaco para andar à vontade, agasalhada, em casa. Não queria nenhum alforge e por isso achei que um modelo solto, mas ao mesmo tempo aconchegante, serviria o propósito. Escolhi The Throwback, um casaco simples de rápida execução, com um pormenor em "fair isle" cativante e desafiador, q. b. no jogo colorido do "yoke".
Usei nove novelos de fio Drops Lima, azul marinho, sobrando apenas metade do último novelo. Dos novelos contrastantes nem metade gastei de cada um.
Com agulhas de 4 mm nos revesilhos e de 4,5 mm no resto, foi peça que despachei em 8 dias (trabalho de horas vagas, claro!). 
Tricotei o 3º tamanho com adaptações: fiz as duas frentes com o mesmo número de pontos das costas, preguei botões para fechar e fiz uma gola subida, mais atrás do que à frente, recorrendo à técnica das carreiras encurtadas. O recurso à técnica enunciada foi uma "invenção" minha, nunca tinha visto, correu bem (se não corresse, desmanchava) uma vez que queria o casaco bem aconchegado à nuca.
E vaidosa, reconheço, estou orgulhosa e feliz com o meu casaco novo!

Ainda sobre os coletes...

Apercebi-me que não tinha mostrado dois coletes, tricotados há uns meses, no seguimento do verde que mostrei aqui. É um delicado modelo que assenta na perfeição se seguirmos as instruções, muito claras, da receita para o nosso tamanho (como é hábito nos modelos da designer Isabell Kraemer). 
Para o amarelado, usei dois novelos de Regia premium, merino e yak, e para o rosado, dois novelos de Regia premium, merino e silk. Com os 32 gr que sobraram de cada um dos fios, farei meias a condizer. 
Além de gostar de usar os coletes da forma clássica, com camisa, também gosto muito de os usar por cima de vestidos. Se tiver as meias a condizer, melhor! 
Já que falo em meias, deixo os últimos seis pares, que têm a particularidade de terem sido tricotados dois a dois com 100 gr de fio. Gastei os novelos todos até ao fim e gastei, ainda, restos de fio de outras peças. Com isto ganhei espaço no saco dos retalhos que, como todas as tricotadeiras sabem, não param de se "reproduzir", os diabos! (risos)

Colete vermelho

O colete que se segue, Liquorice vest, foi um projeto para a minha cachopa que, apesar de lindo (perdoem a imodéstia), causou-me algum cansaço e alguma desmotivação. 
Apesar de se apresentar como um projeto de fácil execução, com um ponto fantasia do meu agrado, acabou por dar mais trabalho do que o previsto. 
Tive de adaptar as medidas à espessura do fio e ao número das agulhas. A receita prevê agulhas de 8 mm e eu usei agulhas de 5 mm (4,5 mm nos revesilhos). Para aqui chegar, fiz várias amostras e dobrei o fio, o que é uma canseira no tricotar de pontos texturizados com torcidos, com aumentos e com diminuições. 
Além disso tive de alongar o decote e refi-lo uma data de vezes porque não entrava!
Danada e já farta só parei quando saiu das agulhas. Quanto menos gosto de tricotar uma peça mais me despacho para me livrar do enfado!
Gastei quase 6 novelos de lã Drops baby merino, numa mistura de dois tamanhos, comecei com o XL e terminei com o 3XL para assentar como queria.
Não gostei da insegurança que o projeto me provocou nem do trabalho em si (seria do fio dobrado?), mas depois de o terminar e de o experimentar... fiquei rendida. Adoro o resultado!
Estou com vontade de fazer outro, desta vez para mim, mas será que tenho coragem?