É a última!

Sempre que faço uma camisola, minto digo para mim mesma que é a última.
Depois sobram fios e compro mais para juntar a esses fios, depois as designers colocam modelos novos "no mercado", depois é o vício, depois só sei usar peças feitas por mim, e depois... é isto!
Assim, a camisola que hoje trago surgiu da necessidade de gastar o fio bordeaux que andava no saco das lãs a cirandar. Juntei-lhe o fio clarinho salpicado, 3 meadas de lã merino, e com um par de agulhas de 3.5 mm, tempo e determinação, nasceu a Stonecrop, design da Andrea Mowry.
Uso-a muitas vezes com saia de peito, mas é com calças que dela se extrai a verdadeira beleza. Foi trabalhosa, um bocadinho fastidiosa e cansativa por causa da troca das cores (principalmente nas mangas), mas gosto muito da camisola, que cumpre na perfeição o propósito de aquecer sem abafar, perfeita para esta meia-estação.

Colcha (teste à minha paciência!)

Depois de fazer mantinhas para os joelhos, pensei que podia fazer uma colcha. Ainda demorei uns meses até decidir se queria aventurar-me num projeto que ia exigir exclusividade, paciência e tempo, muito tempo. 
Escolhidos os fios (Alecrim, uma mistura de algodão e acrílico) e o modelo, entre maio e agosto do ano passado, as minhas horas vagas foram totalmente preenchidas e dedicadas à maior peça de croché que fiz até hoje (2,20 m X 2,20 m).
Se foi cansativo? Muito! Só o peso e o tempo (as últimas voltas demoravam uma eternidade)... 
Se foi desafiante? Muito, também! A sequência de cores e os pontos texturados mantinham o interesse e a motivação. 
Se foi compensador? Claramente que sim! Não me canso de a admirar e de a fotografar! :)

Segue uma breve sequência da elaboração da "DarjeelingTea Blanket"!

Mantinhas (de gato?)

Sempre que me sento para tricotar, gosto de ter uma mantinha à mão para por nos joelhos, durante o tempo frio. Admiradora dos desenhos de croché da Red Teapot Atelier, de quem já tinha feito alguns xailes (mostrados no último post de 2023), estava na hora de fazer as mantas que a Inés também (e tão bem) desenha. 
Com aproveitamento de fios (e não só), fiz três e todas têm muita serventia, sendo que a gatinha Tita é a primeira a aninhar-se na que estiver mais à mão. 
Fiz ainda uma quarta que fica para o próximo post, dada a grandeza da peça... (não é manta, é colcha!) 

Segue um breve registo da evolução de cada uma delas.

Mantinha #1 - "PaiMutanTea Blanket"

Casaco e camisola

Nem sempre me lembro de fazer registos das peças em projeto - seja com fotos, seja com rabiscos e rascunhos que depois passo a limpo - que me dão muito jeito na confeção de trabalhos similares. Do casaco e da camisola que hoje mostro, apenas me lembro do nome dos modelos e dos fios utilizados. Com tão pouca informação, hesitei publicá-los, mas... porque não?
Hack it jacket, o casaco, tricotado com fio Alpaca da Tricots Brancal e Ingrid sweater, a camisola, tricotada com Regia Premium, merino e yak.
Gosto muito do casaco, ficou no ajuste pretendido e uso-o com muita frequência, seja por cima de camisolas finas, seja por cima de camisas e de vestidos. A camisola, apesar de gostar muito do modelo e do colorido, podia ter ficado com um pouco mais de folga. Vejo-me a puxá-la para baixo cada vez que me levanto...

Um modelo, dois casacos

O ano passado, por esta altura, a senhora simpática e prestável dona da loja de lãs, Milfios, pediu-me que fizesse um casaco para uma das suas clientes. Apesar do receio, acabei por aceitar por insistência da mesma. 
Experimentei tricotar com mistura de Merino Land e Aurora, da Rosários 4 (fios e cor escolhidos pela dona do casaco) e agulhas de 3,75 mm. Fiquei fã da leveza, da delicadeza e da suavidade dos fios! 
Ainda não conheci a dona, nem sei se o casaco lhe serviu (penso que sim, pois segui as medidas apresentadas). Soube, no entanto, que a senhora gostou e que ficou muito agradecida. 
Para ficar com algum registo, tirei fotos do projeto e do resultado final (não é o meu tamanho, daí a folga visível).
Nessa altura, o meu marido mostrou vontade de ter um casaco parecido, mas não me apeteceu repetir a "proeza". Este ano ganhei coragem e, com ligeiras adaptações (alongamento dos ombros e do corpo), fiz-lhe o casaco. Usei fio Monchique, numa cor acastanhada e agulhas de 4,5 mm. 
Diz que é muito quente, confortável, leve e macio e que não se vai cansar de o "passear"! 

Costurinhas, também há!

Tendo a sorte de trabalhar perto de casa, procuro ir e vir a pé. Saio de manhã, levo a bolsa da escola com as tralhas, ao meio-dia venho almoçar e trago apenas o essencial: as chaves de casa e o telemóvel. Como precisava de uma bolsinha para transportar esses indispensáveis apetrechos, matei saudades da máquina de costura e fiz a bolsinha com alguns retalhos que aguardavam serventia.
As pegas e a luva que se lhe seguem são também aproveitamento de restos, um vício que está meio adormecido (por causa do tricô), mas nada, nada esquecido (para rimar...)! :)